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HISTÓRIA DA CIDADE DE NILÓPOLIS





História de Nilópolis


Fazenda São Matheus, Capela de São Matheus
Surgimento do Povoado Engenheiro Neiva, A Cidade
de Nilópolis, A Dependência A Emancipação, Mulheres Históricas, História da Estação Resumo Histórico Dias Atuais

Biografia



Nilópolis foi parte integrante da capitania hereditaria de São Vicente, que pertenceu a Martin Afonso de Souza, em 1531.
Dividiu-se em sesmarias, doando grande parte a Braz Cubas, fundador de Santos, em São Paulo, constando 3.000 braças por costa do lombo do Salgado e 9.000 braças para dentro no Rio Meriti, correndo pela piaçaba de Jacutinga, habitada pelos índios jacutingas, em 1568. Nesta sesmaria incluía-se Nilópolis, São João de Meriti, Nova Iguaçu e Caxias, até as fraldas do Gericinó que depois foram se transformando em novas sesmarias e grandes fazendas.
Em 1621 está área denominada Fazenda de São Mateus, veio a pertencer a João Álvares Pereira, com os limites até a cachoeira dos engenhos de Francisco Dutra e André São Mateus, entre a cachoeira (Rio Pioim) até a parte da Serra de Maxambomba (atual Nova Iguaçu).
Em 1637 João Álvares Pereira manda construir a Capela de São Matheus, no alto da colina de Nilópolis, de barro batido (adobo) pelos índios e escravos alí existentes. Sucedeu a João Álvares Pereira, Diogo Pereira, certamente seu parente, até o ano de 1700, quando as terras passaram a pertencer a Domingos Machado Homem, cujo filho, o Padre Matheus Machado Homem, fica sendo o Pároco da Capela de São Matheus. Em 1747, a capela de São Matheus é elevada a matriz de São João de Meriti, dando origem a cidade, e recebe a visita do Monsenhor Pizarro em 1788, atestando o uso como curada, portanto, pronta para os atos da fé cristã. Falecendo Domingos Machado Homem, sucede-lhe o padre Matheus Machado Homem, que continuou a administrá-la com engenho e grande produção de açucar e aguardente, que escoava pelo porto da Pavuna. Quando do falecimento do padre Matheus, do seu testamento constou que a fazenda tinha 1.280 braças de terra, que fazem testada no rio Pavuna, que as dividia das terras de Oliveira Braga (Engenho de Nazareth), correndo aos fundos com o rio chamado Cachoeira Pequena (Maxambomba) que divide as terras do capitão Manuel Correa Vasques; de uma banda partem as terras com o engenho da Pavuna, do capitão Ignácio Rodrigues da Silva e da outra com as terras do Capitão Manuel Cabral de Mello e do ajudante Ignácio Barcelos Machado.
E no ano de 1779 seu proprietário é o alferes Ambrósio de Souza Coutinho, e a fazenda atinge seu esplendor com a produção de 30 caixas de açucar e 14 pipas de aguardente, tendo uma população de 50 escravos, sendo a mais importante da região.
O engenho situava-se na atual Rua Antônio José Bittencourt (anteriormente Rua Coronel Julio de Abreu) esquina da Rua Lúcio Tavares, e que através de um caminho, dava acesso a capela São Matheus, onde residiam os sucessivos proprietários da então Fazenda São Matheus.
Com a inauguração a 29 de março de 1858 da linha de trem da E.F.D. Pedro II, cortando a fazenda com destino a Queimados, a população nativa foi abandonando as terras, não só devido ao movimento abolicionista como também por novas opções de mão de obra devido ao progresso e outras novas atividades. E as terras da Fazenda São Matheus, a partir de 1866 tinha como proprietários os capitalistas do Rio de Janeiro, o conde e o Barão de Bonfim, e por fim, Jerônimo José de Mesquita, que negociou com o criador de cavalos e mulas João Alves Mirandela. Este tinha como sócio Lázaro de Almeida, conforme escritura lavrada no dia 22 de setembro de 1900 no valor de 25 contos de réis.
Da escrita consta que além das terras negociadas haviam dois imóveis, a Capela e a sede da fazenda. João Alves Mirandela e seu irmão Manuel Alves Mirandela, grandes criadores de animais para o Exército, cercaram uma área, junto a cerca da fazenda do Gericinó, até que seu enteado Vitor Ribeiro de Faria Braga, convenceu-os a desmatar a fazenda para um possível loteamento.





Capela São Matheus


Foi fundada em 1637, e construída por escravos e índios. Está localizada na Rua Antônio Cardoso Leal, 241, no Centro.
O prédio histórico foi tombado em 2000 na gestão do prefeito José Carlos Cunha. A Capela já serviu de instalação para uma Clínica na década de 30 e na década de 60 a capela foi utilizada como um núcleo da Legião da Boa Vontade. O templo foi construído a mando do então proprietário da região João Álvares Pereira, em 1637, com barro batido, óleo de baleia e mariscos, essa mistura era chamada de adobe, as telhas usadas na construção eram moldadas nas coxas dos escravos.
Em 1747 a Capela foi transformada em matriz de São João de Meriti. Passou por quatro restaurações em 1747, 1914, 1936 e 1989. Antes da última obra, o prédio se encontrava em ruínas e invadido por 48 pessoas. A Capela em estilo barroco, tem dois salões separados por um arco, isso porque na época da escravatura, os senhores das fazendas ficavam perto do altar e os escravos atrás do arco de barro.
Ao longo do tempo, peças originais, como telhas, a imagem de São Matheus, a pia batismal, o sino, duas cruzes de ferro e o altar-mor, sumiram ou foram destruídas por cupins. Ao redor da igreja existia um cemitério de escravos. Os ossos de 55 negros - a maioria vítima de uma epidemia de cólera em 1855 - encontram-se no Mausoléu do Escravo, inaugurado em 13 de maio de 1998, na gestão do prefeito Jorge David, junto à capela. A área em que a capela esta construída tem cerca de 2.500 metros quadrados, sendo que, destes, 112 metros fazem parte do prédio da igreja.

Surgimento do Povoado





Primeiros Povoados



Poucos anos após a compra, a fazenda foi dividida, e no ano de 1914, teve inicio a venda dos lotes.
Para isso João Alves Mirandela, chamou o então engenheiro da Central do Brasil, Theodomiro Gonçalves Ferreira, para executar a planta da futura cidade que iria surgir das matas da fazenda.
Nessa época a I Guerra Mundial chegava ao fim, e deixava como saldo inúmeras dificuldades, inclusive financeiras. Com a facilidade da venda dos lotes, importantes homens de negócios não pensaram duas vezes em adquiri-los, e aqui foram construindo e se fixando. E, já no final de 1913 os jornais anunciavam lotes medindo 12,50m. por 50,00m., em suaves prestações. Um destes anúncios chamou a atenção do Coronel Júlio de Abreu que veio pessoalmente conhecer a cidade que estava surgindo, e logo enamorou-se, comprando vários lotes e trazendo após, vários importantes amigos, objetivando erguer uma cidade promissora, Ele mesmo construiu a primeira casa de pedra e cal, dando o nome de Vila Ema, em homenagem à sua esposa,inaugurando-a festivamente, com as presenças de comerciantes, banqueiros, políticos, homens públicos, ligados ao Rio de Janeiro, no dia 06 de setembro de 1914, marco de fundação da cidade de Nilópolis.
A classe menos favorecida também teve a sorte de adquirir os lotes menores e, portanto, mais baratos. Não demorou muito para que a fazenda se transformasse num povoado ainda denominado de São Matheus e integrado a São João de Meriti, que era na época o 4º distrito de Nova Iguaçu. Construções foram se erguendo rapidamente, e logo, dos sítios, pomares e quintais das casas podiam se avistar as extensas plantações de laranjas, cuja venda foi uma das primeiras fontes de renda dos moradores do local. Há quem diga que as classes menos privilegiadas quitaram as prestações de seus terrenos com o lucro do produto vendido.
Não demorou muito para que os homens mais importantes, proprietários dos lotes mais extensos, pensassem no progresso. E as coisas começaram a mudar. A primeira iniciativa foi fundar uma escola. Num moderno prédio recém construído (o primeiro prédio ) um professor chamado Franklin de Carvalho instalou a primeira escola particular do povoado e deu-lhe o nome de Externato Nilo Peçanha, que foi inaugurada no dia 13 de Junho de 1914, com 19 alunos.
O povo já tinha trabalho e estudo. Faltava divertimento. Pois bem, um dos moradores, chamado Inácio Vicente Serra, teve a idéia de realizar a primeira festa em louvor a São Matheus, na capela que levava seu nome.

Engennheiro Neiva





Praça Paulo de Frontin




Após 200 anos, um novo nome foi pensado para o lugarejo, como também a construção de uma praça, para que o povo pudesse se encontrar de vez em quando.
Como os trilhos da estrada de ferro D. Pedro II já passavam pelo local, em novembro de 1914, um engenheiro conhecido como Lucas Soares Neiva, lutou e conseguiu com que os trens fizessem uma parada obrigatória por aqui. E São Matheus ganhou a sua primeira estação que foi denominada de Engenheiro Neiva e na mesma data foram inaugurados o busto de Paulo de Frontin (que foi um benfeitor das terras) e a praça que recebeu seu nome.
Dali em diante, por muitos anos, era a Praça Paulo de Frontin o palco de tudo que ocorria no vilarejo, agora chamado de Engenheiro Neiva.
Até hoje a Praça Paulo de Frontin é a principal da cidade e é palco há anos de um dos mais populares bailes de carnaval da Baixada, com a presença de milhares de pessoas que brincam no entorno da praça.

A Cidade de Nilópolis








Vista da Cidade por volta de 1916



Em 1916, formou-se uma agremiação chamada "Bloco Progresso de Nilópolis".
Dai em diante tudo foi caminhando a todo vapor. Os grandes homens do "Bloco", encabeçados pelo Coronel Júlio de Abreu, com a ajuda dos amigos políticos importantes do Rio de Janeiro e São Paulo, e tendo como presidente de honra Nilo Peçanha, trouxeram o serviço de abastecimento de água potável, igrejas, comércio, imprensa, pontes, ligando o lugarejo as terras de Anchieta; a primeira escola municipal e estadual e até um recenseamento que registrou nas terras o número de habitantes (5.183) e residências (1.352).
Em 1921, já quase não se encontrava qualquer vestígio da velha Fazenda São Matheus, e o lugarejo Engenheiro Neiva já tomava formas de cidade. Então, através de um memorial do povo ao, então, Ministro da Viação, Pires do Rio, a partir de 01 de Janeiro de 1921, numa festividade inesquecível é mudado o nome para Nilópolis; uma homenagem do povo ao Presidente Nilo Peçanha, que muitos benefícios trouxe para as terras e que governou o Brasil de 1909 à 1910. Por trás disso existe uma coincidência histórica: criador do Serviço Nacional de Proteção ao Índio, órgão que originou a Funai, Nilo Peçanha beneficiou uma cidade inicialmente habitada por índios Jacutingas.
Um mês após o 7º Distrito de Nova Iguaçu receber o novo nome o fundador da cidade João Alves Mirandela, então com mais de 80 anos falece, após ver o seu sonho realizado. Da década de 20 até o final da década de 40, o progresso avança. Cria-se uma banda de música para alegrar as festividades. Sob a batuta do maestro Djalma do Carmo, a banda Lira Fluminense vai marcando com sucesso cada grande realização.
E as coisas continuam surgindo: uma linha de ônibus, ligando Nilópolis à São Matheus (em São João de Meriti), em 31 de Março de 1932 surge o primeiro Colégio Particular, era o então Ginásio Profissional de Nilópolis (atual Colégio Nilopolitano) que é considerado a primeira escola particular da atual Nilópolis, Cemitério de Olinda, Estação de Trem de Olinda, Agência dos Correios, dentre outras. Em 1936 instala-se a primeira agência bancária, o Banco Lavoura. De autoria do escritor e jornalista Ernesto Cardoso, o primeiro livro é editado na nova cidade, contanto a história da vida de Nilópolis desde o seu início até o ano de sua publicação (1938). No início da década de 40, funda-se o Instituto Filgueiras, o Sindicato do Comércio Varejista de Nilópolis, o Esporte Clube Nova Cidade e o Colégio Anacleto de Queiroz.


A Depedência






Vista da Cidade



Cansado de fazer o papel de tutor das terras de Engenheiro Neiva, São João de Meriti entrega as terras para Nova Iguaçu, através do pedido do Deputado Manoel Reis, assim o povoado, através da Lei nº 1.332, datada de 9 novembro de 1916, passa a ser o 7º Distrito de Iguaçu.
A população aumentava e com esse aumento também começaram a surgir as primeiras lojas.
A primeira loja foi uma padaria que foi instalada na Rua João Pessoa, atual Av. Getúlio de Moura, era chamada Padaria São Matheus. Aos poucos as coisas iam se completando.
Pensou-se então em meios de transportes, já que até então só se podia contar com o trem, burros e charretes. Uma companhia de Nova Iguaçu, a pedido dos homens importantes do lugarejo, instalou então bondes puxados a burros, que circularam por vários anos, na atual Avenida Mirandela. Que depois foram subtituidos por ônibus.


A Emancipação





Ônibus Praça Mauá


Em 21 de Agosto de 1947, Nilópolis finalmente corta as amarras que o prendem a Nova Iguaçu, e pela Lei estadual nº 67, art. 7º do Ato das Disposições Transitórias, promulgada a 20 de junho de 1947, através da emenda proposta pelo Deputado Lucas de Andrade Figueira, ganha finalmente a sua emancipação politico administrativa.
Porém, cometeu-se nessa emancipação uma flagrante injustiça, pois sendo área de 22 quilômetros quadrados, que era a mesma da Fazenda de São Matheus, ficou reduzida a apenas 9 quilômetros quadrados, perdendo 5,60 quilômetros para Nova Iguaçu.
A área de Gericinó deveu-se ao fato da não retirada da cerca construída por João Alves Mirandela que permitiu aos seus detentores derrubar a cerca interna ficando com a externa para efeito de divisa, enquanto os herdeiros do Espólio buscam na justiça a reintegração da área de 5,60 quilômetros quadrados.
Do lado de São João de Meriti, deveu-se ao fato de limitar-se a cidade pelas torres de sustentação da rede elétrica (onde esta atualmente a Via Light), quando deveria ser pela linha férrea, abrangendo Éden, Tomazinho, São Mateus e adjacências, todos do lado esquerdo, à margem da linha, e não pelas torres. E, finalmente, 1,80 quilômetros quadrados do lado de Nova Iguaçu, quando a divisa seria no Rio Cachoeira e não no Rio Sarapuí, fazendo com que se perdesse a Chatuba, que é, e deve ser de Nilópolis.
Já com a sua identidade própria, Nilópolis vê surgindo o que ainda lhe falta para deixá-la com cara de cidade, e surge a comarca, a prefeitura; forma-se a primeira Câmara de Vereadores e instala-se a Delegacia. Gonçalo e Orlando Hungria fundam, em 1952, o Jornal A Voz dos Municípios Fluminenses, que se torna o órgão oficial de imprensa do município.
Constrói-se a Igreja de São Sebastião em Olinda, o Hospital Municipal, a Academia de Letras, Fórum, bancos e o comércio se expande, tendo como destaque o calçadão da Avenida Mirandela. Em 1º de Abril de 1960 surge o Colégio Olindense, no bairro de Olinda. Os transportes começam a ficar mais organizados e a cidade passa a dispor de mais linhas ligando-a a outras cidades e à capital.

Mulheres Históricas






Sara Areal, Parteira Pequetita e Dinah Monteiro Valentim




Desde a época de fazenda, Nilópolis já contava com a participação feminina, que hoje faz parte de sua história. E dentre tantas, deixar de citar pelo menos uma parcela do todo, seria imperdoável. No ano de 1916, Nilópolis, então chamada de Engenheiro Neiva, se orgulhava da primeira rainha da beleza eleita para representá-lo, a senhorita Ely de Abreu, filha do Coronel Júlio de Abreu.
Na história nilopolitana, não podemos esquecer jamais das figuras queridas de Maria Aparecida Gauz e Florípedes da Cunha, as duas primeiras professoras estadual e municipal que se tem notícia. Seguindo-se a professora da Escola Municipal Coronel Antônio Benigno Ribeiro; Maria da Conceição Cardoso, a responsável, entre inúmeros beneficios no municipio, pelo plantio da primeira árvore na Prala Paulo de Frontin (um pé de oitis).
Stela de Queiróz Pinheiro, fundadora do Externato Santa Terezinha, hoje Instituto Filgueiras. Fundou também o Ginásio Anacleto de Queiróz, hoje SEFLU. Stela de Queiróz Pinheiro foi a primeira e unica mulher no mundo, a dirigir um Tiro de Guerra (o E.I.M 400), em Nilópolis, responsável pelo recrutamento de 800 reservistas. Foi vereadora na primeira Câmara de Nilópolis.
Ainda na política, arte, educação e cultura, o municipio contou com a professora Bertha D' Alessandro; Maria Magdalena Gonçalves (vereadora em duas legislaturas); Fernanda Brito Araújo; Laura Chapot; Diva Moreira Olivetti; Nadir Cardoso Leal; as irmãs educadoras Gilce e Gilda dos Santos.
A professora Sara Areal foi uma das educadoras que mais beneficios trouxe para Nilópolis. A frente da Inspetoria de Ensino de Nova Igauçu, ela melhorou o ensino primário municipal e ampliou a rede de prédios escolares em toda a cidade de Nova Iguaçu e seus antigos distritos, dentre eles, Duque de Caxias, São João de Meriti e Nilópolis. Por sua iniciativa foram criados e instalados serviços dentário, médico, alimentar e assistencial aos educandos. Fundou escolas e criou o Parque Infantil Maria da Conceição Cardoso, hoje Parque Sara Areal, anexo a Escola Municipal Edyr Ribeiro, em Nova Cidade. Além de ter sido a primeira inspetora de ensino de Nilópolis na década de 50. Haydee Siqueira Araújo, um exemplo de amor ao ensino público, ficou por 20 anosa frente da direção da Escola Estadual Antônio Figueira de Almeida (AFA).
De suas filhas ilustres, que tanto colaboraram com trabalho e dedicação, Nilópolis, lembra com saudades das queridas Dona Pequetita (a parteira que trouxe ao mundo muitos filhos de Nilópolis) e Júlia Abrãao David, a querida "tia Júlia", que sempre foi a esperança das criançs carentes e o alento para os adultos desesperados com os problemas da vida. Para todos eles, tia Júlia sempre tinha um pedaço de pão, uma palavra amiga e um colo quentinho para que afogassem as mágoas.
E tantas outras que continuam a marcar a história Nilopolitana, como a vereadora Nilcéa Clara Cardoso, as dançarinas Nair Babo e Valéria Brito e muitas outras que virão por aí, são essas as nossas Mulheres Históricas.

História da Estação





Estação de Nilópolis



Primeira linha a ser construída pela E. F. Dom Pedro II, que a partir de 1889 passou a se chamar E. F. Central do Brasil, era a espinha dorsal de todo o seu sistema. O primeiro trecho foi entregue em 1858, da estação Dom Pedro II até Belém (atual Japeri) e daí subiu a serra das Araras, alcançando Barra do Piraí em 1864. Daqui a linha seguiria para Minas Gerais, atingindo Juiz de Fora em 1875. A intenção era atingir o rio São Francisco e dali partir para Belém do Pará.
Depois de passar a leste da futura Belo Horizonte, atingindo Pedro Leopoldo em 1895, os trilhos atingiram Pirapora, às margens do São Francisco, em 1910. A ponte ali construída foi pouco usada: a estação de Independência, aberta em 1922 do outro lado do rio, foi utilizada por pouco tempo. A própria linha do Centro acabou mudando de direção: entre 1914 e 1926, da estação de Corinto foi construído um ramal para Montes Claros que acabou se tornando o final da linha principal, fazendo com que o antigo trecho final se tornasse o ramal de Pirapora.
Em 1948, a linha foi prolongada até Monte Azul, final da linha onde havia a ligação com a V. F. Leste Brasileiro que levava o trem até Salvador. Pela linha do Centro passavam os trens para São Paulo (até 1998) até Barra do Piraí, e para Belo Horizonte (até 1980) até Joaquim Murtinho, estações onde tomavam os respectivos ramais para essas cidades. Antes desta última, porém, havia mudança de bitola, de 1m60 para métrica, na estação de Conselheiro Lafayete.
Na baixada fluminense andam até hoje os trens de subúrbio. Entre Japeri e Barra do Piraí havia o "Barrinha", até 1996, e finalmente, entre Montes Claros e Monte Azul os trens de passageiros sobreviveram até 1996, restos do antigo trem que ia para a Bahia. Em resumo, a linha inteira ainda existe... para trens cargueiros.
A estação de Engenheiro Neiva foi inaugurada em 1914. Logo o seu nome foi alterado para Nilópolis, dado em homenagem ao político fluminense, ex-Presidente da República, Nilo Peçanha. O nome original da estação foi passado para uma outra da EFCB, no ramal de São Paulo, em Guaratinguetá. O prédio antigo e provavelmente original da estação foi mantido embora tenha havido o aumento das plataformas e colocação de modernas passarelas.


Resumo Histórico





Foto retrata a Estação de Nilópolis em 1940

1568 Brás Cubas recebe am doaçao a sesmaria que inclui Nilópolis, N. Iguaçu, São João de Meriti e Duque de Caxias.
1570 É localizada na região a tribo dos Jacutingas.
1603 Manoel Gomes e Diogo de Montarroyo recebem sesmaria no sopé do Gericinó.
1621 João Álvares Pereira casa com Isabel, filha de Diogo de Montarroyo, herdando o Engenho São Matheus.
1637 João Álvares Pereira manda erguer a Capela de São Matheus na área da Fazenda de São Matheus.
1742 Casa na Capela de São Matheus, Gaga Machado, neta de João Álvares Pereira, com o Capitão Manoel Pereira Sampaio.
1747 A Capela São Matheus sofre a sua primeira restauração.
1768 Falece Domingos Machado Homem e seu filho, o Padre Matheus
Machado Homem, herda a Fazenda São Matheus.
1779 O Engenho de São Matheus é o maior produtor de açucar e aguardente da região com 50 escravos.
1794 O Monsenhor Pizarro visita a Capela São Matheus.
1858 É inaugurado o tráfego do trem a vapor entre D. Pedro II e Queimados.
1866 A Fazenda São Matheus tem como proprietário o Conde e o Barão de Bonfim.
1896 A Fazenda é arrendada a João Alves Mirandela, para a criação de burros.
1900 A Fazenda é vendida pelo Barão de Bonfim a João Alves Mirandela e Lázaro de Almeida.
1913 João Alves Mirandela vende a mata da Fazenda São Matheus.
1914 É loteada a Fazenda e tem sua planta aprovada pela Prefeitura de Iguaçu. Tem início a venda dos lotes tendo como um dos principais compradores o Cel. Júlio de Abreu, que constrói a primeira casa de alvenaria e no dia da inauguração, funda a Cidade com o nome de Parada São Matheus. É construída a plataforma da Estrada de Ferro para a parada do trem a vapor por Engenheiro Neiva.
1915 A povoação passa a chamar-se Engenheiro Neiva. Começa a circular o bonde puxado a burros, na Avenida Mirandela. O senador Nilo Peçanha visita a cidade pela primeira vez. Engenheiro Neiva desmembra-se de São João de Meriti, que era o quarto distrito de Nova Iguaçu e passa a ser o sétimo distrito de Nova Iguaçu. É lançada a moderna revista "Nilópolis" dirigida pelo Cel. Júlio de Abreu e seu filho Gustavo de Abreu. A cidade que já era conhecida por Nilópolis desde 1918, passa a receber o nome oficial de Nilópolis. Começa a circular a primeira linha de ônibus, ligando Nilópolis a Tomazinho.
1930 É fundado o Esporte Clube Nova Cidade.
1932 Foi fundado em 31 de Março de 1932 pelos professores José e Bertha D' Alessandro, auxilados pelas mestras Maria Aparecida D' Alessandro e Maria Thereza Benedetti, tendo como patrono São João Bosco o Colégio Nilopolitano.
1936 Instala-se a primeira agência bancária na cidade, o Banco Lavoura. Através da emenda do Deputado Lucas de Andrade é aprovada emenda criando o Município de Nilópolis, sendo eleito o primeiro prefeito, João de Moraes Cardoso Júnior e assim também se elege a primeira Câmara Municipal de Vereadores. É instalada a Comarca, com a criação de vários cartórios e demais serventias. Inaugurado o Mausoleu dos escravos, na área da Capela de São Matheus.
1945 - É fundado em Olinda, o Ideal Sport Club.
1948 Um grupo formado por Milton de Oliveira, Edson Vieira Rodrigues, Helles Silva, Walter da Silva, Hamilton Floriano e José Fernandes, resolveu formar um bloco que depois de várias discussões, por sugestão de Dona Eulália de Oliveira, mãe de Hamilton, recebeu o nome de Beija-Flor, nascia então a famosa Escola de Samba Beija-Flor de Nilópolis.
1949 - Foi criado o Parque Sara Areal, em Nova Cidade.
1957 Luiz Rodrigues Cavalcante Filho, Abel Magalhães Castelo e Waldemir Antonio Pereira fundam a Cavalcanti & Cia.
1959 - É Fundado conforme documentos existentes no Cartório do 3º Ofício da Comarca Municipal, publicado no Diário Oficial do Estado do Rio de Janeiro, em 1959 com a denominação de Corpo de Bombeiros Voluntários do Estado do Rio de Janeiro (antigo Estado da Guanabara).
1960 É fundando em abril o Colégio Olindense.
1962 A Academia Nilopolitana de Letras é fundada.
1966 É construída a sede da Prefeitura de Nilópolis, tendo como prefeito Dr. João Batista da Silva e Presidente da Câmara Municipal o vereador Angelo Júlio Chambarelli.
1979 É rodado em Nilópolis, o filme "A Criação do Mundo na Tradição Nagô" que contava nas telas o enredo campeão da Beija-Flor no anterior.
1980 A creche Julia Abrão David começou a funcionar em maio de 1980 com 60 menores.
1992 É construído o prédio da Câmara Municipal de Nilópolis, tendo como presidente o vereador Adilson Farias da Silva e prefeito Dr. Jorge David.
1995 É inaugurada a Escola Municipal de Música Professor Weberty Bernardino Aniceto em 18 de Agosto de 1995, pelo então prefeito Manoel Rosa.
1997 É comemorado o cinquentenário da emancipação de Nilópolis, tendo como prefeito Sr. José Carlos Soares da Cunha e presidente da Câmara Municipal o vereador José Reginaldo de Oliveira.
1998 O primeiro Conselho Tutelar de Nilópolis é empossado pelo então prefeito José Carlos Soares da Cunha, em solenidade no Centro Cultural, realizada no dia 10 de Agosto. A Via Light é inaugurada pelo então Governador Marcello Alencar em 15 de Agosto. Nilópolis tem a estréia das urnas eletrônicas nas eleições para Deputados Estaduais e Federais.
1999 É assinado o Decreto de Tombamento do Prédio da Loja Maçônica União de Iguassú, da Sinagoga Israelita, do Palacete Queiróz Lopes, da Capela de São Matheus, da Igreja Nossa Senhora da Conceição e da Igreja de São Sebastião.
2000 É inaugurada a Escola Municipal de Capoeira Mestre Pastinha e a Escola Municipal de Dança Ana Pavlova pelo então prefeito José Carlos Soares da Cunha. Frei Vitalino Piaia, pároco da Igreja Nossa Senhora da Aparecida deixa a Paróquia, depois de 10 anos de realizões e transformações. A sua passagem marcou a história da igreja em Nilópolis.
2001 O filme "O Homem do Ano", protagonizado por Murilo Benício é rodado na cidade.
2002 É Inaugurada em 24/08/02 para receber os alunos da extinta escola José Luiz que funcionava em um centro espírita, a Escola Municipal Vereador Orlando Hungria.

2005 É inaugurado o CAPS (Centro de Apoio Psicosocial) e o primeiro Pórtico da Cidade, na divisa com o bairro de Anchieta, no Rio de Janeiro, pelo então prefeito Farid Abrão



Dias Atuais






Estação de Nilópolis nos dias Atuais

Atualmente a cidade vêm se modernizando e alcançando notoriedade em todo o Estado do Rio, devido a sua crescente expansão comercial. Isso deve em muito a grandes inaugurações realizadas nos últimos 20 anos, como a inauguração da Escola de Música em 18 de Agosto de 1995.
Com a inauguração da Via Light em 15 Agosto de 1998, os moradores da cidade ficaram mais perto do Metrô da Pavuna e diminuíram o tempo de viagem até o Rio e Nova Iguaçu. Até as eleições foram modernizadas com a adoção da Urna Eletrônica na eleição de 4 de Outubro de 1998.
Com o aumento da população também surgem as preocupações com o desemprego, pensando nisso o então Secretário Estadual do Trabalho, Marco Maranhão inaugura o Centro de Oportunidades no Centro de Defesa da Cidadania em 15 de Dezembro de 1998.
E os shoppings finalmente chegaram a cidade quando em julho de 2000 o Shopping Nilópolis Square abriu suas portas no Centro, com ele vem mais um que esta sendo construído na Av. Mirandela. E a antes fazenda São Matheus agora pode se orgulhar de ser uma das melhores cidades em qualidade de vida do Rio de Janeiro.


Biografia
As fotos e o conteúdo desta seção foram pesquisadas e extraídas das seguintes fontes:

Nilópolis Online
Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU)
Prefeitura Municipal de Nilópolis
Sec. de Estado de Desenvolvimento da Baixada e da Região Metropolitana
História do Transporte no Brasil

Instituto de Pesquisas e Análises Históricas e de Ciências Sociais da Baixada

Fluminense (IPAHB)